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20 de julho de 2015

5 lições pra esclarecer que amor não é apego


1. AS PESSOAS SÃO LIVRES, MELHOR ACEITAR ISSO

Que mania essa de dizer que as pessoas tem dono em um relacionamento. Na verdade, as pessoas são livres, sempre foram. Outro dia, ouvi um homem dizer que perdeu, talvez, o amor de sua vida, disse também que não conseguia se concentrar mais no trabalho nem fazer as coisas darem certo pra ele. Depois ele se culpou, dizendo que poderia ter feito mais do que fez e que poderia não ter feito tanta bobagem como fez. Quem nunca se culpou pela partida de alguém que atire a primeira pedra, mas se culpar não ameniza nenhuma dor. Quando alguém parte dos nossos braços, quando alguém se despede, desaparece ou simplesmente encerra o que queríamos continuar, o melhor que devemos fazer é aceitar. É ganancioso querer cuidar do outro quando o outro não quer mais ser cuidado por você. É desastroso implorar pra que o outro fique quando o outro decidiu partir justamente por não ter mais motivos pra ficar. Então, melhor aceitar que as pessoas são livres e que, por mais doloroso que possa ser pra gente, perder faz parte do exercício de aprendizagem.

2. VOCÊ SE TORNA IMPORTANTE PROS OUTROS QUANDO PASSA A SER IMPORTANTE PRA SI MESMA(O)
Uma vez, ouvi uma moça dizer pra uma amiga: ”ele me traiu”. No meio das frases com palavras desorganizadas, mas com o mesmo sentido de arrependimento, ela perguntou para amiga o que faria a essa altura do campeonato. Juro que quase entrei na conversa pra aconselhar a moça a se enxergar, cuidar de si mesma e seguir a vida. Mas logo percebi que dizer isso não iria adiantar muita coisa porque quando a gente esquece da gente e passa a colocar o outro como mais importante do que nós mesmos, a gente se torna o coadjuvante da nossa própria dor. Quando alguém que se tornou importante pra gente nos decepciona, a decepção é maior, talvez o peso de 12 elefantes seja fichinha pra situação, e eu, não seria capaz de tirar nem um elefante das costas dessa moça, então o melhor foi torcer: Agora, é aprender a seguir em frente e entender que antes do outro, existe a gente.
3. ÀS VEZES IR EMBORA MACHUCA MENOS DO QUE IR ATÉ ONDE NÃO DEVERÍAMOS
Outro dia, vi uma publicação no Facebook que dizia: quem ama mesmo, nunca desiste! Foi então que comecei a me questionar: E se o outro não mais te respeitar? E se o outro te trair, e trair, e trair de novo, e mais uma vez? E se o outro te enganar, mentir, maltratar? Mesmo assim vale a pena continuar por amor? Às vezes, o problema é a gente acreditar que o amor é capaz de engolir todos os sapos, que o amor, por ser um sentimento tão verdadeiro, é capaz de perdoar, esquecer, ser maltratado, escanteado, e principalmente, de continuar sendo amor. O erro é achar que o amor é ficar, permanecer, jamais ir embora. Mas não, ainda bem que não é. Amor é respeito, é verdade, lealdade, transparência, paciência e outros tantos. Se não existe mais respeito, se já esgotou o estoque de tentativas e as promessas são só promessas, melhor ir embora. O amor não é um corretor pro que não conseguimos evitar. Então, vai por mim, ir embora machuca menos do que ir até onde não deveríamos.
4. MELHOR SORRIR SEM ELE(A), DO QUE CHORAR COM ELE(A)
Essa lição já esclarece muito do que deveríamos entender. Num domingo, estava com alguns amigos na mesa do bar e ouvi uma amiga dizer que desde quando ele se foi, ficou difícil pra caralho sorrir. Mas e enquanto ele estava aqui, o que fez? E enquanto ele ficava com você, o que acontecia? E enquanto ele tinha você e você o tinha, o que ele era? Foi então que ela disse que o que ele fez, a fez chorar. E o que aconteceu, a faz chorar. E o que ele se tornou, também a fez chorar. Sabe, apego não é amor. Amor é quando teu riso acalma, quando tua presença protege, quando o teu olhar fala sem você precisar dizer: para com isso, tá doendo! E o outro entende porque existe uma ligação do caralho -que não consigo explicar- mas que a dor é sentida no outro também. Amor não é chorar e achar que depois as lágrimas secam, e logo passa, logo a gente esquece. Se não te fez bem, não te fará falta. Melhor estender o sorriso e desapegar.

5. APRENDA A VIVER SEM AS PESSOAS QUE VIVEM MUITO BEM SEM VOCÊ

Deixei o orgulho de lado porque me falaram que ele não servia pra nada senão pra estocar os meus sentimentos e evitar colocá-los a exposição, assim, tão fácil. E pra te falar a verdade, orgulho não serve pro amor. Liguei, me importei, questionei, cobrei mesmo achando que a gente não deve cobrar das pessoas o que elas não estão dispostas a oferecer, mas cobrei por achar que a minha doação merecia ao menos uma reciprocidade. Corri, me esforcei, disse que estava tudo bem pra mim mesmo não estando, falei que eu poderia fazer mais do que já estava fazendo, mesmo não fazendo mais nada por mim. Numa dessas curvas que a vida dá e a gente capota, eu finalmente, aprendi essa lição. Se não sou tão importante pro outro, por que continuar insistindo que seja realmente importante pra mim? Se vivem muito bem com a minha ausência, por que tentar ser a presença que nem notam? Sabe, viver sem as pessoas que vivem bem sem você, é tirar um peso das costas e desocupar um espaço do peito que pode ser, de fato, dado pra alguém que sinta prazer em ocupar.
10 de janeiro de 2015

UM BEIJO AO PASSADO


A pessoa que irá marcar a sua vida,
não está em capa de revista.
Vamos deixa-la para as pessoas
que querem alguém de mentira.
A pessoa que irá marcar a sua vida,
é aquela do amor à primeira mordida.
Que o beijo acalma a razão,
e acelera o coração.
A pessoa que irá marcar a sua vida,
é aquela que você se apaixona duas vezes por dia.
Quando ela abre os olhos,
e de cara amassada diz:
“Me abraça!”
É incrível.
Num piscar de olhos,
aquele toque
te leva para o céu.
Você fica todo enrolado,
dentro daquele abraço apertado.
E aquele peito vira um travesseiro
para o seu coração descansar.
E não há outro lugar no mundo,
que você gostaria de estar.
A pessoa que irá marcar a a sua vida,
é aquela que você faz amor de dia,
sonha a tarde e ainda sente o gosto a noite.
A pessoa que irá marcar a sua vida,
é aquela que te provoca.
Que te mostra,
que o amor vem de dentro pra fora.
E se você não fizer nada, não adianta chorar.
Ela vai embora.
Porque ela não quer um conto de fadas.
Ela quer ser beijada e amada.
A pessoa que irá marcar a sua vida,
é aquela que não coloca ninguém na frente de você.
Que te mostra que para ser feliz,
você tem que tirar essa cara amarrada,
e jogar toda essa amargura fora.
Então, faça isso agora.
Pegue um vinho.
Levante essa taça.
Deixe o orgulho de lado,
e faça um brinde ao passado.
É sério.
Você tem que aprender a sorrir,
antes de querer ser feliz.
A pessoa que irá marcar a sua vida,
é aquela que o gosto do beijo,
fica pra sempre nos seus lábios.
Que está escrito nos olhos dela,
o que só você pode ver.
É aquela que um dia,
você colou uma foto juntos na geladeira.
Que o cheiro dela, mesmo quando estão distantes,
fica na sua pele pra sempre.
Que você muda a direção,
só para atrair a atenção.
Que sem nenhum aviso,
ela te faz tremer e dar um sorriso bobo.
Que só de ouvir o nome dela,
já dá um friozinho na barriga.
Sim.
Eu sei como é.
O nome não sai da cabeça nem por um instante.
Que vontade de encontra-la não é?
Mas você não liga.
Eu sei o que dizem:
“Vá curtir a vida.”
Algumas pessoas,
gostam do vazio de ser livre.
E você?
É isso que você quer?
O que está esperando?
Medo?
Momento errado?
Até quando,
você vai desperdiçar o seu amor
e o seu tempo?
Até quando
as pessoas vão ter medo uma das outras?
Talvez você não saiba.
Amar,
não tem nada a ver com esse “bla bla bla”
Então, um conselho.
Para todos vocês,
onde quer que estejam,
lembrem-se:
A pessoa que irá marcar a sua vida,
não é aquela que você vai implorar
para acordar e
começar a amar.
Thebrocode
22 de fevereiro de 2014

Pra eu me apaixonar por você…

Sabe, não sou o tipo de mulher que se apaixona por um rosto lindo e um corpo sarado. Também não me importa se você usa roupa de grife, tem um carro do ano e só bebe destilado importado. Não quero saber se você frequenta as casas noturnas mais badaladas da cidade, e que gosta de mostrar o quão influente é a sua presença nesses lugares. Eu não sou o tipo de mulher que vai se apaixonar, só porque você me chamou de linda. Muito menos ficarei puxando o seu saco quando você começar a contar vantagem pra cima de mim. Aliás, é provável que eu te ache um babaca se você fizer isso.

Eu não quero saber quanto tempo você passou na academia. Nem sobre aquela noitada com os amigos onde todas as mulheres babavam em você. Aliás, se tem um monte de mulher correndo atrás de você, querendo que você saia desfilando com elas do lado, no melhor traje, maior salto e uma make arrasadora, parecendo um pinheirinho de natal de tanto penduricalho, fique sabendo, que eu não sou dessas mulheres.
Talvez seja por isso que até seja difícil eu me apaixonar. Não me encanto por tamanhas futilidades. Às vezes eu me encanto por alguém. Acontece quando você é desses caras que tá de bem com a vida e consigo, mas não precisa esfregar na cara de tudo e de todos isso. Eu me apaixono quando eu vejo que você cuida de mim, sem invadir meu espaço. Se preocupa comigo, mas não me faz sentir uma incapaz. Eu gosto quando você é gentil, pega na minha mão, me olha nos olhos, me abraça. Se você for inteligente, eu me apaixono. Mas não precisa querer me mostrar o quanto você é inteligente o tempo todo. Eu vou perceber isso quando conversarmos. Aliás, eu me apaixono se você gostar de conversar, e gostar de ouvir.
Olha, vou contar que eu tenho uma queda grande se você tiver um desses talentos bonitinhos, do tipo saber cozinhar ou tocar violão. E gostar de ficar fazendo companhia, durante horas, fazendo um carinho bom… E eu não vou me importar se seu perfume é de marca ou não.. eu gosto de sentir o cheiro da sua pele mesmo… Se eu gostar do cheiro da sua pele, se nossa pele combinar, te garanto, eu serei capaz de me arrepiar inteira apenas com o nosso toque.

Eu vou gostar se você me surpreender. Mas nada exagerado. Não quero que você demonstre em público com declarações cheias de potenciais micos. Me surpreende trazendo a minha cerveja preferida, ou me leva pra jantar naquele restaurante que eu adoro.
Eu não quero saber se você vai me dar presentes caros, ou pagar sozinho a conta. Aliás, entendo o pagar a conta como uma gentileza. Não sou dessas neuróticas que quer mostrar que sou independente de qualquer homem e que entende isso como uma ofensa. Mas isso não vai me fazer ficar apaixonada por você. E se você quiser dividir, eu também não vejo problema nenhum. Agora, se você se importa com outras coisas, se demonstra que tem interesse em mim, de saber quem eu sou ou da onde vim, e quer dividir essas coisas comigo também, olha, eu posso gostar de você.
Se o nosso papo flui, se a gente conversa, e gosta da companhia um do outro… se o beijo encaixa, se na cama encaixa, se no gosto encaixa… Se você me admira, e não me vê nem acima, nem abaixo de você, se você valoriza minhas qualidades que vão além de um rosto bonitinho ou de um par de peitos e uma bunda, olha moço, eu tenho grandes possibilidades de me apaixonar por você… Se você me olha nos olhos, me abraça apertado, me faz rir e quer dividir sua intimidade comigo, você me encanta… Se você me pega pra dançar, me beija na testa… Se me puxa de repente e me arranca um beijo… Mostra respeito mas não esquece do tesão, olha, você tá no caminho certo. No jeito que você me olha eu sou capaz de perceber se me acha linda, se me acha gostosa. Então me olha, me admira. Repara em cada pedacinho de mim.

E cuida. Dá atenção. Me faz rir. Me arranca gargalhadas. Eu adoro quem faz isso. Não concorda com tudo que eu digo, me contesta. Mostra que você pensa sob outro ponto de vista também. Me mostra que a vida é mais que isso que eu penso. Me ajuda a enxergar coisas novas, vou fazer isso com você também. Me manda uma mensagem no meio do dia dizendo que pensou em mim porque viu algo que eu gosto muito ou porque sentiu saudades. Diz pra eu ficar bem quando nos despedirmos. Me abraça. Diz que não vê a hora de me ver de novo. Saiba, que o que vai me fazer apaixonar por você, não é o que você tem, não é o seu corpo, não são suas “conquistas invejáveis”. O que vai me fazer ficar apaixonada é quem você é, é o que você pensa, e como você me trata. É como estamos em sintonia e como me sinto bem simplesmente por estar ao seu lado.

12 de janeiro de 2014

O Tempo Certo

De uma coisa podemos ter certeza: de nada adianta querer apressar as coisas. Tudo vem ao seu tempo, dentro do prazo que lhe foi previsto. Mas a natureza humana não é muito paciente. Temos pressa em tudo! Aí acontecem os atropelos do destino, aquela situação que você mesmo provoca, por pura ansiedade de não aguardar o tempo certo. Mas alguém poderia dizer: - Mas qual é esse tempo certo? Bom, basta observar os sinais. Geralmente quando alguma coisa está para acontecer ou chegar até sua vida, Pequenas manifestações do cotidiano, enviarão sinais indicando o caminho certo. Pode ser a palavra de um amigo, um texto lido, uma observação qualquer. Mas com certeza, o sincronismo se encarregará de colocar você no lugar certo, na hora certa, no momento certo, diante da situação ou da pessoa certa! Basta você acreditar que nada acontece por acaso! E talvez seja por isso que você esteja agora lendo essas linhas. Tente observar melhor o que está a sua volta. Com certeza alguns desses sinais já estão por perto, e você nem os notou ainda. Lembre-se que o universo, sempre conspira a seu favor, quando você possui um objetivo claro e uma disponibilidade de crescimento! 



24 de julho de 2013

O inverno


"O inverno nunca foi de trazer o que se espera. O inverno sempre foi de selecionar o mais forte e te mostrar quem vai e quem fica pra te esquentar a noite. Desses dias congelantes e de chuva, há quem tenha boas lembranças e os que morram de saudade. A tristeza já esta carregada no clima e na cor cinza do céu, tente deixá-la de lado e saiba dormir da maneira que menos te doa e traga à tona o que for de mais sincero. Depois do inverno nascem as flores, meus caros leitores."

Federico Devito.
10 de março de 2013

A gente se vê em breve

“… Quero que você saiba que sempre será parte de mim. No tempo que passamos juntos, você conquistou um lugar especial no meu coração, que eu vou levar comigo para sempre e ninguém pode substituir… Mas, acima de tudo, você é o primeiro homem que amei verdadeiramente. E não importa o que o futuro traga, você sempre será, e sei que minha vida é melhor por causa disso.” – Querido John


1 de novembro de 2012

É disso que ela precisa


Você pode não ser o primeiro, o último ou o único homem dela. Pode ser que ela já tenha amado, pode ser que ela ame de novo, mas... se ela te ama agora, o que mais importa? Ela pode não ser perfeita, mas você também não é. Vocês dois podem não ser perfeitos juntos, mas se ela te faz rir, te faz pensar duas vezes, se ela admite ser humana e cometer erros, segure-se a ela e dê a ela o máximo que você puder. Ela pode não pensar em você a cada segundo, mas ela te deu uma parte dela que ela sabe que você pode partir. O coração. Então não a machuque, não tente mudar ela e não espere mais do que ela pode dar. Sorria quando ela te fizer feliz e diga a ela quando ela te deixar com raiva. Por fim, demonstre quando sentir falta dela. É disso que ela precisa. 

3 de agosto de 2012

Imagine: Querido John


(John começa) "Você não tem ideia o quanto os últimos dias significaram para mim", comecei. "Conhecer você foi a melhor coisa que já aconteceu comigo". Hesitei, sabendo que, se parasse agora, nunca seria capaz de dizer a ninguém. "Eu amo você", sussurrei.
Sempre imaginei que seria difícil dizer essas palavras, mas não foi. Nunca tive tanta certeza em toda a minha vida. E, embora esperasse ouvir as mesmas palavras de Savannah, o que mais importava era saber que o amor era meu para dar, sem condições ou expectativas.
Lá fora, o ar esfriava, e as poças d'água brilhavam à luz do luar. As nuvens começaram a se dissipar e uma estrela ocasional brilhou entre elas, como para me lembrar do que eu acabara de admitir.
"Você já tinha imaginado algo assim?", ela perguntou em voz alta. "Você e eu, quero dizer?"
"Não", disse.
"Isso me assusta um pouco."
Meu estômago virou, e, de repente, tive certeza de que ela não sentia o mesmo que eu.
"Você não tem que dizer o  mesmo para mim", comecei. "Não foi por isso que eu disse."
"Eu sei", ela interrompeu. "Você não entende. Não estou com medo por causa do que você disse. Fiquei assustada porque também quero dizer. Eu amo você, John."
Até hoje ainda não sei como aconteceu. Em um instante estávamos conversando, no seguinte, ela inclinou- se sobre mim. Por um segundo, quis saber se o beijo quebraria o feitiço que nos envolvia, mas já era tarde demais para parar. Quando os lábios dela tocaram os meus, soube que poderia viver cem anos e visitar o mundo todo e nada se compararia ao momento único em que beijei a mulher dos meus sonhos e soube que meu amor duraria para sempre.
pag. 113 *-*
4 de abril de 2012

"Sempre seu"


Ele: Boa noite, pequena.
Ela: Boa noite.
Silêncio.
Ele: Já dormiu?
Ela: To quase. Porquê?
Ele: Nada.
Silêncio de novo.
Ele: Pequena?
Ela: Fala.
Ele: Você sabia que você foi a melhor coisa que já me aconteceu?
Ela: Ah, obrigada.
Silêncio de novo.
Ele: Ainda tá acordada?
Ela: TÔ, CARALHO. FALA LOGO.
Ele: Nada não, esqueci.
Ela: PORRA, ALÉM DE NÃO DEIXAR A GENTE DORMIR, AINDA É POR BESTEIRA. BOA NOITE.
Ela dorme e ele começa a rabiscar algumas palavras em um pedaço de papel enquanto uma lágrima escorre de seu rosto.
Ela acorda, vê o lado da cama vazio e um bilhete, parcialmente molhado.

"Bom dia, meu anjo. Dormiu bem? Espero que sim. Peço desculpas por ontem à noite, mas eu precisava ouvir sua voz antes de dormir. E hoje saí logo cedo, pra uma última caminhada no parque. Lembra que eu disse que fui ao médico há 6 anos, antes de nos conhecermos e ele diagnosticou câncer de laringe? Então, era verdade. Mas o que não te disse é que ele disse que eu tinha 6 anos de vida apenas. E lembra semana passada quando eu fui ao médico, tossindo muito? Ele disse que eu não passaria por essa noite. E lembra que você acordou várias vezes a semana toda comigo tossindo e cospindo sangue? Pois é. Era meu corpo avisando que eu tava no fim. Mas não queria te assustar. Antes de eu partir, espalhei pela casa algumas surpresas. Quero que tire o dia para encontrá-las. Te amo, meu amor. Para sempre".


Com lágrimas nos olhos, ela desce a escada, que estava coberta de margaridas, sua flor favorita. Chegando à sala, um filhote de cachorro com um lacinho no pescoço dormia no sofá. Havia um bilhete:


"Sempre quisemos um filho, se lembra? Aqui está.". Ela fez carinho nele e foi à cozinha, chorando. Uma mesa de café da manhã montada: pães, patês, geléias, sucos, frutas, café... E uma foto dele na outra ponta da mesa, onde costumava se sentar. Um bilhete: "Tome um café comigo.". Depois de uma farta refeição, ela caminhou para o jardim. No banco onde costumavam se sentar e ver o pôr do sol, uma caixinha. Dentro, uma aliança com os dizeres "Sempre seu".

16 de dezembro de 2011

Histórias, nossas histórias ...

Era um desses garotos vividos Tinha sonhos, tinha história pra contar. Era só um ex-apaixonado… Que já sofreu muito por amor, e que jurou nunca mais repetir o mesmo erro. É, ele era um desses fáceis de se conquistar. Que se atraem pelo errado e que se deixam levar. Ele era só mais um que iria cair nas garras dela. Não que ela quisesse o seu mal, mas ele faria mal a si mesmo. Ele iria se deixar iludir pelo rosto angelical, pelas palavras sinceras e pelo coração indomável. Ele era um idiota.”
É nessas horas de reflexão que as pessoas mais importantes da sua vida costumam surgir. Nos momentos inesperados, que qualquer surpresa já te anima de leve. Qualquer sorriso indevido, qualquer pensamento sincronizado… Parecia que já sabia o que ia acontecer; e talvez lá no fundo realmente soubesse. Só pelas metades, claro. Não sabia que iria doer, e nem que iria se machucar, por mais óbvio que isso parecesse. Era sempre assim, não é? Se apaixonava e depois se fodia. Um ciclo vicioso; engraçado, até.Porque normalmente rir da própria dor traz um certo alívio, uma sensação de que tá tudo bem, quando na real não tá. Mas acho que é melhor pensar que as coisas estão certas… Pelo menos evita preocupação. E isso era uma das únicas coisas que João não queria, convenhamos. Preocupação estava longe da sua listinha de afazeres, bem longe. O problema é que ela apareceu. Ou melhor, o problema era ela. A maldita menina dos olhos castanhos. Não que isso fosse algo chamativo, já que a maioria das garotas por aí tem essa característica. Mas sei lá, nela ficava tão bonito… Nela parecia tão certo. Coitado do João, mal sabia que de certo ela não tinha nada. Ela torcia pro Vasco, ele pro Flamengo. Ela gostava de piscina, ele preferia praia. Ele curtia tomar sol, calor humano; ela gostava do frio. Talvez porque se fossem medir a temperatura do seu coração, daria abaixo de zero. Ela não era do tipo “alcançável”, e ele gostava de desafios. João, posso falar uma coisa? Você é um completo idiota.
Ele foi até ela, ela sorriu de canto. Se encantou, como sempre. Conversaram durante horas, parecia coisa de filme… Se davam tão bem, por mais que fossem opostos do jeito que eram. E aí ele que nunca acreditou em amor à primeira vista quase se deixou levar. Quase esqueceu de sua promessa, quase ficou preso nela. Isso porque ela era sonsa o suficiente a ponto de não perceber que João estava completamente fissurado em seu sorriso, viu. Isso porque não sabia o poder que tinha… É, Júlia, você é extremamente teimosa. Devia se trancar num quartinho qualquer e ficar lá durante o resto de sua vida, talvez assim não partisse tantos corações por aí. Pensando bem, eles até que combinavam um pouco. Eram dois idiotas. Ele por sempre cair na dela, e ela por sempre esquecer do efeito que causava nele. E por mais idiotas que fossem, nunca iriam dar certo. Não que o problema estivesse nele… Ele só iria se apaixonar, que tinha de errado nisso? Mas a culpa também não era dela. Júlia o avisou de como era insensível e fria, ele que não quis acreditar. João que quis se arriscar, ir um pouco além do limite. É, ele que foi o babaca da história. O fato é que também não tinha culpa. Não escolheu se apaixonar, e se fosse pra escolher, não seria por ela.Definitivamente não. Só porque ela tinha o sorriso de canto mais lindo do mundo e os olhos mais brilhantes do universo? Ou porque ela era incrivelmente compatível com ele? Ah, e João também não podia esquecer que se perdia quando conversava com ela, não é? É. Os dois eram o tipo de casal que não devia ter se conhecido; simplesmente porque quando isso aconteceu, deu em merda. Dessas bem feias, que causam estragos irreversíveis. Eles combinavam, mas eram diferentes demais. Fazer o quê se João não conseguia ir embora e se Júlia gostou do garoto? […] João, você é realmente muito idiota. E você também, Júlia. Dois idiotas.
As coisas foram se desenrolando, os dois curtiam a presença um do outro… Só de estar por perto já fazia bem. Estranho. Não precisavam de nada além disso; não precisavam de explicações e nem de “porquês”.“Deixa do jeito que tá”; mesmo que te faça mal um dia, né João? Acho que esse era teu problema. Nunca pensava nas conseqüências, nunca se fazia aquela pergunta “Será que vai ficar tudo bem?”… E talvez por isso nunca ficasse. Talvez por isso seus relacionamentos sempre dessem errado; ele sentindo demais e a guria sentindo de menos. Era sempre assim. Não esperava que fosse diferente com Júlia, mas ela não era igual às outras. Dela ele realmente não esperava nada. Simplesmente porque ela nunca fazia promessas, ela nunca se apaixonara. Preferiu não criar expectativas, então, por mais que lá no fundo surgisse uma esperança inquieta. Lá no fundo ele sabia que criava, sim… Mas queria pensar que não, assim como queria acreditar em tantas outras coisas. Pelo menos se algo desse certo, ele iria se surpreender. Pelo menos isso. Ai, João, sabia que você é extremamente inocente? […] Ah, e muito idiota também. Pois é.
E os dias foram se passando, e o sentimento foi aumentando. E os amores, a o apego, e o pulsar do coração. João desistiu de acreditar que não iria se apaixonar, afinal, já estava o fazendo… Já Júlia, viu-se numa situação meio esquisita. Era tudo novo, tudo desconhecido. O que devia fazer? Como agir? Se antes não se importava com isso, agora começara a se importar. E a se importar muito. Logo ela que tanto era confiante na presença dos outros, estava assim por ele. Por um moleque qualquer, que provavelmente seria só mais uma paixãozinha adolescente. 
Parecia que toda a sua estrutura de garota forte, orgulhosa e autossuficiente estava se desfazendo; e de acordo com a sua concepção, por pouco. Esse pouco que a prendia, que não a deixava ir embora. Esse pouco que tinha os olhos verdes, os cabelos morenos e chamava João. Um dia aí pegou-se desenhando corações no papel, com as iniciais dos nomes flutuando ao redor… Que vergonha, Júlia. Será mesmo que estava se apaixonando? Ah, sim, como se pudesse saber fácil, claro. Como se tivesse muita experiência no amor, como se soubesse exatamente o que fazer. Quer uma verdade? Ela estava perdida. Não sabia se era por medo ou se era por causa daquele encanto meio louco que tinha por ele. Mas que era estranho pensar em alguém durante 24 horas por dia, era; ah se era.Incrível como tudo lembrava ele, como qualquer pensamento sempre resultava naquele sorriso único. Até tentava fugir às vezes… Mas depois se perguntava: “Que mal tem?” e voltava a lembrar. Se deixava levar; que nem brisa, que nem maré. Júlia estava se apaixonando, e cara… Que diabos isso significava?
“Era uma dessas gurias esquisitas. Se isolava porque não era comum, mas até que gostava um pouco. Os fios do cabelo longos e o sorriso largo; conseguia encantar qualquer um. Pena que nunca era recíproco…Tinha esse defeito incrustado lá dentro. Não era de se apaixonar, e quando o fizesse, esperava que fosse pela pessoa certa. O problema é que a vida tem uma tendência incrível a fazer tudo sempre dar errado, e ela não sabia disso. Não sabia que iria doer tanto, e não sabia também o que era sinônimo de estar apaixonada. Ai, como era idiota. Só de acreditar que o final feliz realmente existia…”
Bom, quer saber qual foi a parte mais irônica nisso tudo? Foi quando João sabia que ia se machucar, mas continuou insistindo. Ou quando Júlia tinha noção de que no final ia dar tudo errado, como sempre dava, e ainda assim quis entregar seu coração de presente a um moleque. O irônico foi quando os dois sabiam que algo com certeza não daria certo… Mas quando quiseram fazer com que pelo menos um “Valeu à pena” saísse de suas bocas. Acho que é isso que faz as histórias mais bonitas de amor realmente acontecerem. Se fosse certinho demais não teria a mínima graça; se fosse um conto de fadas as coisas seriam simplesmente monótonas. A real é que pra uma coisa valer à pena, tem de existir desafios. Dificuldades, brigas e desapegos… Só que tem de existir também o amor. O amor que vai unir e separar, que vai fazer com que o pensamento no fim do dia sempre leve a uma mesma coisa. E não é uma coisa qualquer, viu. É aquela coisa que é capaz de fazer o teu sorriso existir, simples assim. Pena que essa coisa foi acabando entre João e Júlia. Pena que o amor foi se desgastando, indo embora despercebido. Ainda bem que as lembranças ficaram. As lembranças, a saudade, as memórias… É. Dias depois João pediu Júlia em namoro. Namoro que durou longos 7 meses completamente lotados de discussões, ciúmes, carinho, imprudência e tantas outras coisas. Perdido no meio disso tudo estava a insegurança. Toda sorridente, cativando cada vez mais. E foi crescendo, aumentando sempre que podia; até o momento em que estar junto já não era mais o certo. Quando continuar por perto se tornou algo mais doído do que distante. E quando isso acontece, a mágica já não é mais a mesma… O encanto vai embora, a vontade um do outro também. Tudo se torna escasso, como nunca poderiam imaginar antes. É, João e Júlia eram dois idiotas. Não tinham nada para dar certo, mas fizeram valer à pena. Eram completamente opostos, até demais. Tanto que as diferenças tornaram gasto o amor… Aquele que nunca acabou, e que nunca vai acabar. Que talvez pareça meio ausente nas manhãs solitárias de sábado, mas que vai sempre estar presente. Aquele amor que traz saudade, nostalgia e um pouquinho de arrependimento. Porque doído mesmo era lembrar do sorriso de Júlia toda vez que deitava a cabeça no travesseiro. Machucava e rasgava o coração; mas em compensação trazia à tona as lembranças dos velhos tempos.

”E João, que prometeu a si mesmo nunca mais se apaixonar, quebrou todas as suas promessas. Enfim… Fazer o quê se Júlia era a aventura que ele queria descobrir? E fazer o quê se João era o livro que ela tinha vontade de ler? Arriscar não foi tão ruim. Deixou as coisas pela metade, sim. Mas pelo menos fez nascer uma linda história de amor.”
1 de novembro de 2011

mas ela ainda o-amava

[…] Ela não costumava se apegar demais, mas ai ele chegou, e não foi apenas um apego, foi amor. Daqueles que machuca por não poder ter, por não poder tocar, chegar perto, estar junto. Do lado. Mas não era um amor comum, era amor de verdade. Era forte, intenso, intenso até demais… Que chegava a doer. Ela deitava na cama, pegava o urso, e o abraçava, na esperança de que aquele abraço pudesse ser o dele. Mas não era. Porque ela sabia que nada podia substituir o abraço dele. Então ela lembrava dos risos, dos sorrisos, dos ”eu te amo”, dos ciúmes fofos, da voz, do jeito, e não podia se conter, então ela chorava. Chorava pra tentar esvaziar o coração. Mas nem sempre conseguia. Porque ela o queria, queria por perto. Ela orava todas as noites: ”Deus, cuida dele por mim..”, e Deus cuidava, cuidava tão bem. Ela sentia uma falta, uma falta tão danada dele. Então um dia ela tava andando na rua, e viu um casal de velhinhos do outro lado, e eles estavam de mãos dadas, e adivinha? Ela se lembrou, do que ele tinha dito ”Um dia eu ainda vou casar com você, e iremos ficar velhinhos juntos”, e ela sorriu. Mas com a plena consciência de que tudo isso, foram apenas ‘‘lembranças”.
- Palavrasquevoam

25 de outubro de 2011

The End

- O que? Então é assim?  Você vai terminar tudo sem nenhum motivo?
- O problema não é você, sou eu.
- Quer saber, que se dane ! Vá embora daqui !
Ela abriu a porta fazendo um sinal para que ele saísse. Ele parou do lado de fora da casa, e tentou dizer algo, mas ela não quis ouvir e fechou a porta na cara dele, literalmente.
Então era tudo verdade o que diziam, que ele a traia. Que boba. Sempre foi uma boba, por acreditar nas mentiras dele. Tantas batalhas travou para estar com ele, enquanto ele a retribuía dessa maneira. Encostou as costas na porta e deslizou para o chão. As lágrimas percorriam seu rosto rapidamente, algo apertava em seu peito, era como se uma mão de ferro apertasse seu coração. Levantou, foi para o quarto e se jogou na cama. Abraçou o travesseiro e tentou dormir, mas foi em vão. Ela tinha que dormir, tinha que fazer algo para que aquela dor desaparecesse. Levantou- se e foi até o banheiro da mãe no outro quarto. Abriu o armário, revirou os frascos de medicamentos controlados que a mãe tomava. Escolheu um e colocou sobre a pia. Olhou- se no espelho. Seus olhos estavam vermelhos e inchados, seus cabelos bagunçados, seu rosto molhado pelas lágrimas. Quem era aquela? Nunca se viu naquele estado. Por que ficou assim por ele? O que ele tinha de especial? 
NADA !
Ficou como se naquele momento tudo o que sentia por ele tivesse acabado. Que burrice ela estava prestes a fazer por um simples homem, que nem se quer pensava nela naquele momento. Sorriu para seu reflexo no espelho. Guardou o frasco de calmantes.
No dia seguinte acordou alegre. Tomou um banho demorado, arrumou- se minuciosamente e ligou para a amiga aceitando o convite para o passeio. Não seria um simples homem que acabaria com a sua vida.
autor desconhecido
Muito obrigada por me ajudar a perceber que você não era o melhor pra mim.
18 de outubro de 2011

Cartas Pra Você - 1


“E eu ainda penso nele, mas ele já não pensa mais em mim.”

Engraçado como o tempo passa rápido, como as pessoas mudam, como cada um tem que seguir um caminho, porque ninguém tem propósitos iguais. Era ontem que eu acordava todos os dias com um sorriso de ponta a ponta, porque eu sabia que iria te ver. Ver o teu sorriso, sentir o teu perfume, aquele perfume que ainda impregna na minha mente toda vez que eu penso em você, ouvir a tua voz tão doce perguntando como eu estou, sentir o teu abraço que fazia de mim a pessoa mais feliz desse mundo. Deus sabe o quanto eu amava e ainda amo você, e o quanto eu rezei pra que esse dia nunca chegasse, o dia que você foi embora. Sem palavras, sem despedidas, sem avisos. Meu chão se abriu, meu mundo caiu, choveram lágrimas à minhas volta, e todas as lágrimas eram minhas, eu me via como uma criança perdendo seu ursinho, o ursinho que mais amava. Eu chamei pelo teu nome por diversas vezes, mas você não me ouviu, é, você realmente havia ido embora. A minha voz se repetiu como um eco no buraco de saudade que você deixou dentro do meu coração quando foi embora. Eu espero todos os dias que você volte, mesmo tendo certeza que você não volta mais. Eu acordo esperando ver o teu sorriso, e durmo ainda esperando também. A esperança é a última que morre, e a minha só vai morrer quando o meu sentimento por você se for. E nunca irá.

17 de outubro de 2011

Nicholas Sparks , in Querido John




Quando penso em você e eu e no que nós compartilhamos, sei que seria fácil para outros desconsiderar nosso tempo juntos como um simples produto dos dias e noites passados à beira mar, uma "aventura amorosa" que, a longo prazo, não iria significar absolutamente nada. É por isso que eu não conto às pessoas sobre nós. Elas não entenderiam e eu não sinto necessidade de explicar, simplesmente porque meu coração sabe o quanto foi real. Quando penso em você, não posso evitar um sorriso, sabendo que você me completou de alguma forma. Eu te amo, não só por agora, e eu sonho com o dia em que você me pegará nos braços novamente. 
Nicholas Sparks , in  Querido John
9 de outubro de 2011

Olhe

{...} não fique assim não, vai passar. Eu sei que dói. É horrível. Eu sei que parece que você não vai aguentar, mas aguenta. Sei que parece que vai explodir, mas não explode. Sei que dá vontade de abrir um zíper nas costas e sair do corpo porque dentro da gente, nesse momento, não é um bom lugar para se estar. Dor é assim mesmo, arde, depois passa. Que bom. Aliás, a vida é assim: arde, depois passa. Que pena. A gente acha que não vai aguentar, mas agüenta: as dores da vida. Pense assim: agora tá insuportável, agora você queria abrir o zíper, sair do corpo, encarnar numa samambaia, virar um paralelepípedo ou qualquer coisa inanimada, anestesiada, silenciosa. Mas agora já passou. Agora já é dez segundos depois da frase passada. Sua dor já é dez segundos menor do que duas linhas atrás. Você acha que não porque esperar a dor passar é como olhar um transatlântico no horizonte estando na praia. Ele parece parado, mas aí você desvia o olho, toma um picolé, lê uma revista, dá um pulo no mar e quando vai ver o barco já tá lá longe. A sua dor agora, essa fogueira na sua barriga, essa sensação de que pegaram sua traqueia e seu estômago e torceram como uma toalha molhada, isso tudo – é difícil de acreditar, eu sei – vai virar só uma memória, um pequeno ponto negro diluído num imenso mar de memórias. Levante-se daí, vá tomar um picolé, ler uma revista, dar um pulo no mar. Quando você for ver, passou. Agora não dá mesmo pra ser feliz. É impossível. Mas quem disse que a gente deve ser feliz sempre? Isso é bobagem. “É melhor viver do que ser feliz”. Porque pra viver de verdade a gente tem que quebrar a cara. Tem que tentar e não conseguir. Achar que vai dar e ver que não deu. Querer muito e não alcançar. Ter e perder. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e dizer uma coisa terrível, mas que tem que ser dita. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e ouvir uma coisa terrível, que tem que ser ouvida.Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e ouvir uma coisa terrível, que tem que ser ouvida. A vida é incontornável. A gente perde, leva porrada, é passado pra trás, cai. Dói, ai, doi demaais. Mas passa. Está vendo essa dor que agora samba no seu peito de salto agulha? Você ainda vai olhá-la no fundo dos olhos e rir da cara dela. Juro que estou falando a verdade. Eu não minto. Vai passar. (Caio Fernando Abreu)


8 de outubro de 2011

Tô me afastando

De tudo que me atrasa, me engana, me segura e me retém. Tô me aproximando de tudo que me faz completo, me faz feliz e que me quer bem. Tô aproveitando tudo de bom que essa nossa vida tem. Tô me dedicando de verdade pra agradar um outro alguém. Tô trazendo pra perto de mim quem eu gosto e quem gosta de mim também. Ultimamente eu só tô querendo ver o ‘bom’ que todo mundo tem. Relaxa, respira, se irritar é bom pra quem? Supera, suporta, entenda: isento de problemas eu não conheço ninguém. Queira viver, viver melhor, viver sorrindo e até os cem. Tô feliz, to despreocupado, com a vida eu to de bem. 

- Caio Fernando Abreu
4 de outubro de 2011

Poetas.

Tem pessoas que dizem que os poetas são loucos, que eles idealizam o amor, e que são depressivos... não é bem assim. Eles são pessoas que conseguem transmitir o que sentem atravez de palavras, e isso é encantador demais.
Alguns conseguem nos fazer pensar que foi escrito particularmente para nós, versos que descrevem momentos que estamos passando, ou nossa personalidade.
Não. Poesia não é só amor; Ela também é intensidade, nos aconselha, e nos faz viver, seguir em frente :)
• Não há ninguém, mesmo sem cultura, que não se torne poeta quando o Amor toma conta dele.

• Parar pra pensar e tentar entender que o poeta vira gente quando alguém consegue compreender que cada letra escrita por sua mão é um pedaço do que faz pulsar o seu coração.

•  Não sou alegre nem sou triste: sou poeta.
Fiquei feliz em poder sentir tua falta, - a falta mostra o quão necessitamos de algo/alguém. É assim o nosso ciclo. Eu te preciso. Perto, longe, tanto faz. Preciso saber que tu está bem, se respira, se comeu ou tomou banho - com o calor que está fazendo neste verão, tome pelo menos uns três ao dia, e pense em mim, estou com calor também. Me faz bem pensar nessas atividades corriqueiras, que supostamente você está fazendo. Ah, e eu estou te esperando, com meu vestido longo, óculos escuros grandes e meu coração pulsando forte, e te abraçar até sentir o mundo girar apenas para nós. É, eu gosto muito de ti. /CaioF.
O poeta e o relógio

Tensão.
O poeta escreve desesperadamente, pela terceira noite seguida. Mil ideias passam por sua cabeça, e ele não pretende perder nenhuma delas. Sua mão dói. Sua cabeça lateja por causa das noites sem dormir, mas isso não o fará parar. Na parede, o relógio segue seu ritmo, arrastando as horas pelas paredes do quarto.

Escuridão.

O mundo inteiro parece dormir. As velas do aposento iluminam fracamente, muitas delas já apagadas. Nem mesmo a lua brilha. Naquela noite, o mundo parecia ter decidido deixar o poeta terminar seu trabalho em paz, sem nada a incomodá-lo. Até mesmo os lampiões da rua pareciam ter sido esquecidos. Um mundo sombrio reinava.

Silêncio.

No há movimentos nem sons na rua. Até mesmo os animais noturnos pareciam ter decidido deixar o poeta sozinho. Os únicos sons são o da respiração ofegante do poeta e do relógio. Um leve tic-tac embalava o momento, quase como uma canção de ninar. Diante de tão solene momento, um ruído poderia até quebrar, como taças de vidro ao chão.

O mundo não dorme. Está morto.

Uma gota de sangue. Os dedos do poeta começam a sangrar; mesmo assim, ele não para. A dor parece consumir seu corpo lentamente, mas ele não deixará que isso interrompa seu momento de glória. Ele via naqueles versos uma verdadeira obra, algo que mudaria o mundo. E ele o completaria esta noite. Ele suportaria a dor.

Uma parada.

Pela primeira vez, o relógio começa a diminuir seu ritmo, como se alguma mão invisível começasse a segurar os ponteiros. O poeta acelera sua escrita, percebendo que sua obra está chegando ao fim. A adrenalina sobe, e ele não consegue se conter.

Um suspiro.

O relógio para. O poeta escreve a última palavra. Sorri triunfante, admirando seu trabalho. Olha para suas mãos; quanto sangue. Mas está feliz. Joga-se cansado sobre a cadeira. O ar parece pesar. Sua visão começa a escurecer. Ele fecha os olhos. Um leve suspiro se forma em seus lábios.

O poeta está morto.